Baseado em histórico de dados operacionais das empresas agrícolas,
verificou-se que a eficiência global no uso de máquinas agrícolas
aproxima-se de 20%.
Analisando-se os dados de um controle manual de
atividades em uma agroindústria com capacidade de moagem de 14.000
toneladas de cana-de-açúcar por dia, com uma frota de 240 máquinas e um
total de 450 operadores, obteve-se o seguinte resultado:
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Horas
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%
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Horas
disponíveis
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1.836.132
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100
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Horas
trabalhadas
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599.674
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32,7
|
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Horas
paradas
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1.236.458
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67,3
|
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Horas
disponíveis = horas paradas + horas trabalhas
|
Devido
ao grande número de horas não utilizadas, verificou-se a necessidade de
se efetuar um controle das horas paradas, os motivos das mesmas, horas
trabalhadas em cada operação e o acompanhamento da realização das
atividades agrícolas, detectando desvios do planejamento.
O presente trabalho descreve um sistema computacional que efetua o
controle de operadores e da realização das operações agrícolas com
uma confiabilidade na captação de dados e extrema rapidez na emissão
dos resultados.
Para possibilitar o gerenciamento do planejamento das operações agrícolas
e uma redução das horas paradas se faz necessário um sistema
computacional para tal e que tenha por objetivo efetuar o controle dos
operadores (tratoristas e motoristas), modelos e grupos de equipamentos,
equipamentos nos seguintes itens :
• Análise das horas trabalhas para cada operação;
• Cálculo das horas paradas e seus motivos;
• Determinação das eficiências;
• Determinação de rendimentos.
• Efetuar um acompanhamento da realização das
operações agrícolas previamente planejadas, por atividade e local, análise
dos rendimentos e eficiências;
• Determinar diariamente a localização e
operação atual dos equipamentos;
• Auxiliar na programação dos comboios para
suas atividades;
• Auxiliar na programação das atividades de
apoio, sendo caminhões oficina e borracheiros, munck e caminhão prancha
para suas atividades;
• Diagnosticar diariamente as falhas nos
informes dos operadores e motoristas (ausência de informes e erros).
• Localização em fazendas de toda a frota de
máquinas e caminhões que estão trabalhando, em manutenção, aguardando
programação, etc.
Dentre outras vantagens, possibilita a integração
e melhoria na qualidade de informação para outros sistemas
"interligados"
• Possibilita a eliminação do cartão ponto
dos operadores e motoristas pelo informe diário do operador. Faz-se desta
forma uma integração com folha de pagamento, gerando
faltas, horas trabalhadas normais e extras.
• Gerar informações de horas trabalhadas,
rendimentos (ha/h ou h/ha) e eficiência por operação para o planejamento
da motomecanização.
• Gerar informações para o custo agrícola.
• Integrar-se com coletor de dados e
computadores de bordo.
Fluxo
de informações do Sistema
Os responsáveis pelo planejamento das operações agrícolas definem uma
programação de realização das atividades (planejamento) e encaminham
para o setor de controle, que alimenta o sistema com esses dados.
O sistema computacional, para cada operação e área de trabalho gera uma
ordem de serviço agrícola (OS). Os itens que caracterizam a O.S. são:
(tabela 1):
• Número da ordem de serviço;
• Propriedade (fazenda, talhões e áreas);
• Operação agrícola;
• Data programada (inicial e final);
• Centro de custo.
Diariamente, informes dos operadores (descrição das horas trabalhadas em
cada operação, horas paradas e seus motivos) alimentam o sistema.
Com o apontamento das horas paradas e motivos é determinada a eficiência
(horas trabalhadas / disponíveis) do operador e do equipamento.
Através das horas trabalhadas em cada operação e do rendimento
operacional (ha/h) é estimada a área trabalhada.
Os fiscais ou encarregados comunicam o encerramento de cada ordem de serviço
(término de uma operação agrícola em uma área de trabalho). Os dados
são fornecidos ao sistema e determinado o rendimento e a eficiência
real.
Com a obtenção da área realizada por operação e comparando a prevista
são determinadas as possíveis distorções existentes entre o planejado e o
real.
O sistema permite que se efetue uma reprogramação quando necessária.
Programação / Ordem de Serviço Agrícola,
com os seguintes dados:
• Número da Ordem de Serviço;
• Ano safra;
• Local: fazenda, lotes/talhões e respectivas
áreas;
• Operação Agrícola com respectivo Centro de
Custo Receptor e Datas de Programação e Realização.
Planilha de atividade diária dos operadores.
Dados de identificação do equipamento e
operador:
• Data do movimento;
• Número do equipamento;
• Número do operador;
• Horímetro inicial e final;
• Turno;
• Jornada de trabalho.
Dados de identificação das atividades. Para
cada atividade são captados os seguintes dados:
• Horário inicial e final;
• Número da ordem de serviço;
• Código do Motivo de Parada;
• Código da Propriedade (Opcional).
Códigos:
Define os códigos utilizados pelo sistema cujos principais são :
• Cultura;
• Conjunto de Operações;
• Operações;
• Grupos e Motivos de Parada;
• Grupos e Modelos de equipamento;
• Turno de Trabalho;
• Centro de Custo Cedente e Receptor.
Propriedade:
Define as propriedade e suas respectivas áreas.
Operador:
Contém os dados de identificação do operador ;
Alocação Conjunto-Operação:
Define as operações que podem ser realizadas
para cada conjunto operação e cultura.
Rendimento modelo e operação:
Define para cada modelo e operação, seu
rendimento operacional (ha / h) e códigos de eficiência e rendimento.
Ordem de serviço:
Define as tarefas a serem efetuadas (operação
agrícola e área de trabalho) e contém ao ser realizada, a quantidade de
horas trabalhadas por modelo e seu respectivo rendimento.
Informe Diário do Operador:
Armazena diariamente todas as informações dos
operadores, respectivos locais de trabalho e motivos de parada.
Demonstrativo das Horas Paradas no Período:
Descreve a Quantidade de Horas Por Motivo de
Parada. Esta Análise pode ser ordenada por setor de pertinência dos
equipamentos e escolher também determinado modelo ou grupo para análise.
O botão RESUMO gera automaticamente as eficiências
e análises por grupo de motivos de acordo com a seleção inicialmente
marcada.
Demonstrativo de produção dos equipamentos:
Descreve as horas paradas de cada equipamento,
por motivo de parada. Calcula as horas trabalhadas e uma porcentagem em
relação às horas disponíveis. Esta análise tem a opção de geração
por setor de pertinência, grupo ou modelo de equipamento.
A - Demonstrativo dos Rendimentos
Esta análise tem a finalidade de demonstrar os
rendimentos realizados pelos equipamentos em uma determinada propriedade.
Tem-se como opção a visualização de várias formas, sendo uma delas:
Cultura-Conjunto-Operação-Ordem de Serviço-Modelo. Pode-se visualizar
rendimentos de Ordens de Serviço abertas, encerradas e geral.
B - Relação das eficiências operacionais
Esta análise demonstra, de acordo com as horas
trabalhadas, paradas e disponíveis, os diversos parâmetros de eficiência,
definidos como: eficiência global, operacional, utilização,
disponibilidade e aproveitamento.